São cada vez mais raras as situações do “lá no fundo do quintal”, ou na casa do vizinho, ou na rua, ou no terreno baldio “logo ali”. Por esta razão, os parquinhos vêm se tornando um item fundamental em condomínios, e aumenta a procura por brinquedos que não ofereçam riscos. Para tanto, normas de segurança devem ser respeitadas, conhecidas e aplicadas para que estes equipamentos não ofereçam riscos à criançada.
Dados do Hospital das Clínicas reforçam a idéia de que cuidado nunca é demais. Dos 350 casos atendidos por dia no Pronto Socorro Infantil, 30% decorrem de acidentes em brinquedos de prédios, praças e escolas. O mercado oferece umagama de possibilidades, inclusive quanto aos materiais utilizados: plásticos, toras de eucalipto, pneus, madeiras coloridas e os tradicionais de ferro. O piso eleito para estes espaços também é um item importante a ser considerado, buscando-se que atendam ao amortecimento de impacto, areia, terra ou mesmo materiais sintéticos.
Para referência, as normas têm códigos de NBR nº 14.350-1 e nº 14.350-2. Sabendo dessas normas, pais, síndicos, diretores de escolas e hoteleiros tem um instrumento para controlar e, se o caso, substituir ou melhorar a qualidade dos playgrounds usado pelas crianças.
A prevenção de acidentes na infância, relacionados com brinquedos de playgrounds, constitui um problema de difícil operacionalização, pois não envolve somente o conhecimento sobre as normas de segurança. É preciso o engajamento dos profissionais que trabalham com crianças e a participação da sociedade como um todo, para exigir o cumprimento das normas de segurança.
Michel Rosenthal Wagner
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